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Passeio "Douro e Amendoeiras"


De 15 a 17 de março de 2019
Inscrições fechadas


Programa:

. 15 de março - Partida do Porto em direção à Régua, capital dos vinhos do Douro. Peso da Régua é uma cidade no distrito de Vila Real, situada junto ao rio Douro e que é considerada a capital da região demarcada na qual é produzido o conhecido Vinho do Porto. A Régua deve o seu desenvolvimento ao Marquês de Pombal que em 1756 criou a Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro e que mandou delimitar com marcos de granito (marcos de Feitoria) as áreas de produção dos melhores vinhos. Foi assim criada a primeira região demarcada do mundo. Desde então, e pela sua localização central, a Régua passou a ser o centro da região, um entreposto comercial de onde partiam e chegavam os barcos rabelo que transportavam o vinho até Vila Nova de Gaia onde envelhecia nas caves. De seguida continuamos viagem para o cais da Ferradosa, passando por S. João da Pesqueira e Miradouro de São Salvador com as suas fabulosas vistas. A vista do miradouro é magnífica, permitindo uma perspetiva única sobre o rio Douro, a Barragem da Valeira e a paisagem envolvente. Encontram-se junto ao Miradouro Dez Ermidas, a sua maioria do século XVI, que compõem os Passos da Paixão de Cristo. O miradouro é tradicionalmente procurado por raparigas que querem casar, dizendo a lenda que ao dar um nó nas muitas giestas que por ali existem, vão encontrar facilmente um bom homem para casar. Cenário imperdível. Continuação para o Cais da Ferradosa onde teremos almoço no restaurante Cais da Estação (menu que incluirá bebidas). Após almoço seguimos viagem até Mirandela, passando antes por Olás, Custoias, Vila Nova Foz do Coa, Vila Flor, Capital do Azeite, no coração da Terra Quente Transmontana. D. Dinis, Rei Poeta, aquando da sua passagem por este burgo, até então denominado por "Póvoa d´Álem Sabor", ficara encantado e rendido à beleza da paisagem e, em 1286, carinhosamente a rebatizou de "Vila Flor". Cerca de 1295, D. Dinis manda erguer, em seu redor, em jeito de proteção, uma cinta de muralhas com 5 portas ou arcos. Resta o Arco de D. Dinis, monumento de interesse público. Rico em história, tradições, monumentos e gentes, o concelho é também referência pela excelente qualidade dos seus produtos agrícolas que brotam do fértil Vale da Vilariça. Finalmente chegamos a Mirandela. Check-in no Grande Hotel Dom Dinis 3***. Jantar com bebidas incluídas no hotel. Alojamento.

. 16 de março - Pequeno-almoço no hotel. Em horário a definir previamente, saída para visitar a região transmontana. Albufeira do Azibo, uma das mais belas e importantes praias fluviais do país. Vimioso, uma viagem à natureza na rota das terras frias. Vila ridente e airosa, com uma claridade que não teria quando espartilhada na cintura de muralhas que a Guerra dos Sete Anos estilhaçou. Em frente às ruínas do castelo, pode ver-se o pelourinho a ostentar a antiguidade das suas prerrogativas municipais. No centro da vila, a Igreja Matriz, com a sua abóbada estrelada, exige uma visita atenta e no arrabalde, a velha atalaia pode ainda recordar-lhe muitas histórias da defesa da raia nos séculos XVII e XVIII. Após visita, continuação da viagem até Mogadouro. Cidade em que em toda a sua zona mais próxima do rio Douro alternam-se os grauvaques e os granitos, apresentando-se estes, ora em grandes blocos, ora sob a forma de areão proveniente da sua desagregação. O relevo é constituído por uma sucessão de colinas onde predominam os xistos grauváquicos interrompidos por alguns afloramentos quartzíticos, que se elevam na paisagem formando serras. Já a Sul abundam os xistos pardos, que também são dominantes na bacia do Sabor. Estes solos, e as características do clima, proporcionam um coberto vegetal abundante e diversificado, que atribui à paisagem um manto de belíssimas colorações que se alteram com as estações do ano. Almoço com bebidas incluídas em restaurante local. Após almoço continuação da viagem até Macedo de Cavaleiros. Embora o concelho de Macedo de Cavaleiros seja administrativamente recente - criado pela reforma de Mouzinho da Silveira em 1853 - a sua história é muito anterior. Além da natural presença Romana, no início da Era, documentos históricos remetem a existência destas terras para altura das Inquirições de D. Afonso III, em 1258. A história é muito rica, e o território possui um vasto património histórico, arqueológico e artístico em toda a sua extensão. Após visita, continuação da viagem até Mirandela. Jantar com bebidas incluídas no hotel. Alojamento.

. 17 de março - Pequeno-almoço no hotel. Deixando o Nordeste Transmontano, iremos passar pela bela vila de Pópolo até chegarmos a Vila Real. Situada numa área abençoada pela natureza, perto das majestosas Serras do Marão e do Alvão, nas confluências dos rios Corgo e Cabril, Vila Real é uma cidade transmontana, sede de concelho e distrito, e uma das mais importantes da província de Trás-os-Montes. Com vestígios arqueológicos de ocupação humana desde o Paleolítico, Vila Real foi desde cedo escolhida como habitação de diferentes povos, como atesta, por exemplo, o Santuário Rupestre de Panóias, indício de presença Romana. Com as invasões bárbaras e muçulmanas, Vila Real vai sofrendo um despovoamento gradual, voltando a ganhar importância em inícios da Idade Média, estando situada entre importantes nós rodoviários nortenhos, e, a partir do século XVII, a instalação da Casa dos Marqueses faz com que muitos nobres da corte aqui se fixem. De facto, ainda hoje se podem observar numerosas pedras de armas que enobrecem as fachadas de muitos edifícios. Assim, são vários os pontos de interesse que esta cidade oferece, dona de um rico património e de grande fervor religioso, como se pode observar nas Capelas da Misericórdia, de São Brás, na do Bom Jesus do Hospital, ou na Sé de Vila Real (de origem Dominicana, em estilo gótico tardio, cuja construção iniciou em 1424) ou nas Igrejas de São Pedro, do Bom Jesus do Calvário ou na dos Clérigos, uma interessante obra barroca, de autoria de Nicolau Nasoni. Almoço em restaurante local com bebidas incluídas. Após o almoço, passando a Serra do Marão e o famoso túnel do mesmo nome, chegamos à bela cidade de Amarante. Quem visita Amarante acaba, invariavelmente, por construir uma leitura própria: tão rica quanto a vontade e tão diversa quanto a sorte. Por quantos roteiros definem o concelho, tantas podem ser as imagens e os sabores que os visitantes levam no regresso: arquitetura, religião, arte, natureza, gastronomia. Descobrir Amarante é uma aventura que apetece viver. Se a natureza é quem chama, então o destino é o Tâmega ou as Serras do Marão e da Aboboreira, que oferecem paisagens de sonho, aldeias de gente acolhedora e ricas tradições, edificadas em xisto e granito. Se o apelo vem do espírito, o percurso já se faz pela cidade, com passagem obrigatória pelo convento e igrejas de S. Gonçalo, S. Pedro e S. Domingos, o museu de Arte Sacra e outros exemplares do barroco e do românico, espalhados pelo município. É igualmente irrecusável a descoberta dos grandes nomes das artes que nos engrandecem e levam além-fronteiras, visitando o museu Amadeo de Souza-Cardoso e a Biblioteca Albano Sardoeira. Após visita e tempo livre, regresso ao Porto. Chegada e fim da viagem.

A 17 de janeiro informaremos os Associados cujas inscrições forem consideradas (não será válida qualquer inscrição não confirmada pelo Clube Millennium bcp).

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Publicado em 31/12/2018 (Atualizado em 16/01/2019)