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Viagem à "Alemanha Encantada"


"Ficámos com uma recordação agradável que irá manter-se durante muito tempo"


A nossa viagem à Alemanha, realizada de 25 de agosto a 2 de setembro, iniciou-se na cidade portuária de Hamburgo, o segundo mais importante porto europeu, herdeira de uma longa tradição das cidades hanseáticas que se prolongou até à Baixa Idade Média.

Como resultado da II Guerra Mundial, iniciada pela Alemanha em 1939, esta cidade sofreu bombardeamentos devastadores. No entanto, após a rendição, a cidade foi-se reconstruindo com a ajuda do Plano Marshall e agora podemos observar uma arquitetura que preserva os traços antigos. A impressão com que ficámos, foi de uma cidade moderna, com muitos ciclistas agressivos, mas que soube preservar o seu caráter e monumentos. Aproveitámos para visitar Lübeck, mais uma cidade hanseática, que durante séculos superou em importância a sua rival Hamburgo.

Daqui passámos para Berlim, outra cidade destruída durante a II Guerra Mundial, aliás, como a maioria das cidades alemãs. Aqui já não se nota a antiga divisão imposta pelo Muro de Berlim que caiu em novembro de 1989. É uma cidade ampla, com imensos espaços verdes e em constante reconstrução. A linha do horizonte é dominada pelos guindastes! Aqui visitámos o Museu de Pérgamo, onde sobressai a magnífica reconstrução da Porta de Ishtar. Infelizmente não pudemos ver o altar de Pérgamo, que dá nome ao museu, pois encontra-se em restauro.

Aproveitando a estadia em Berlim, fomos até Potsdam, onde visitámos o Palácio de Cecilienhof, que foi palco da divisão geopolítica da Europa após a derrota do III Reich e o Palácio de Sanssouci. Este último, construído num estilo barroco tardio, foi concebido como residência de verão por Frederico, rei da Prússia.

No dia seguinte rumámos em direção a Dresden, que merecia uma visita mais prolongada, dada a beleza desta cidade reconstruída, mas tínhamos que ir pernoitar em Nuremberga. Aqui pudemos percorrer o complexo das fortificações e do centro histórico medievais.

A caminho da última cidade, Munique, ainda passámos por Rothenburg, cujo centro histórico está muito bem conservado. Passeando pelas lojas, dá a impressão que toda a cidade trabalha na execução dos típicos bonecos de madeira que enfeitam o Natal! Enfim, Munique apresenta o mesmo tipo de cidade reconstruída, cosmopolita e arejada por inúmeros espaços verdes. Foi aqui que a totalidade do grupo se rendeu à cerveja de trigo, que aparece turva no copo, mas que é bem olorosa! Numa tarde chuvosa, fizemos uma excursão ao lendário Castelo de Neuschwanstein, mandado construir por Luís II da Baviera, segundo o seu desenho. O interior, para além da sua beleza evoca lendas germânicas. Devido ao nevoeiro, mal se pôde distinguir o exterior, mas apesar do clima adverso foi uma visita que valeu a pena.

O grupo ficou com uma boa impressão desta viagem, a forma como as cidades foram reconstruídas de uma forma harmoniosa, oferecendo uma visão não deturpada dos centros históricos. Ficámos com uma recordação agradável que irá manter-se durante muito tempo.

Publicado em 13/09/2018