Cultura

Visita guiada à exposição "800 Anos de Saúde em Portugal" no Museu da Saúde

Exposição patente no Hospital Santo António dos Capuchos em Lisboa

No século XXI, estar com saúde é o ato natural das nossas vidas, apesar do susto que a Covid-19 nos pregou. Mas terá sido sempre assim? Foi o que fomos saber na visita que o Clube Millennium bcp realizou ao Museu da Saúde, no passado dia 29 de maio, localizado no antigo serviço de Neurocirurgia do Hospital Santo António dos Capuchos em Lisboa.

Doenças como a poliomielite, de que hoje já ninguém fala, ainda há poucas décadas era uma vulgar maleita que "aterrorizava" os nossos avós, ou os nossos pais. Ou a malária, conhecida pelos nossos antepassados com o nome das sezões, que ainda na primeira metade do século XX era comum em regiões como as bacias do Sado e do Tejo, devido aos arrozais e consequente mosquito. E o temor que era a tuberculose? Quem não se lembra, ou já ouviu falar, dos sanatórios? Ou leu a "Montanha Mágica", de Thomas Mann?

Se hoje achamos que um qualquer antibiótico nos vai resolver um nosso problema de saúde, isso não acontecia há menos de um século. A penicilina só foi descoberta, por Fleming, em 1928, e o primeiro ser humano a quem foi administrada esta substância só aconteceu em 1941. Então como é que as pessoas se tratavam? As sangrias, as ventosas, os sinapismos, as "ervas medicinais" eram alguns dos seus recursos. E, quando estes falhavam, as orações ao seu santo de devoção eram a sua última esperança. E a sífilis, que levava à loucura?

Este foi o tema, de que em seguida fomos ouvir falar, agora no Museu da Dermatologia Portuguesa Dr. Luís de Sá Penella, também localizado nos Capuchos, mas noutra ala do antigo convento. Para além da componente histórica da doença, que nos foi relatada, seguiu-se a visita à coleção de figuras de cera representando casos reais de pessoas afetadas por esta enfermidade. Para quem olha, pela primeira vez, para aquelas "máscaras" e é muito sensível, não deixará de ficar um pouco perturbado.

O nosso obrigado ao Instituto Dr. Ricardo Jorge, na pessoa da Joana Oliveira, pela simpatia com que desde o primeiro momento nos acolheu para realizarmos estas visitas.

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Publicado em 03/05/2024