Cultura

Secção da Joalharia

Os valores culturais de carácter tradicional expressam-se através de múltiplas vias, entre as quais a joalharia.

Desde os primórdios da origem do Homem que a ornamentação do corpo humano traduz um estatuto, os seus costumes, as suas tradições e crenças, os seus conhecimentos tecnológicos e estéticos.

Uma jóia, por definição, é um objecto de adorno, de matéria preciosa ou imitante, com uma função específica e um determinado fim. 

Antigamente, uma jóia definia-se através dos materiais utilizados na sua concepção.

Hoje em dia, o desenvolvimento tecnológico providencia uma maior liberdade ao criador, estabelecendo uma base de critérios estéticos, tornando o ofício num cunho de  expressão pessoal versus a limitação dos critérios tradicionais.

Através de técnicas e materiais heterogéneos (tais como metais preciosos, acrílico, madeira, pedras preciosas/semi preciosas, etc...), uma peça de joalharia manifesta maior diversidade na sua concepção.

A aprendizagem deste ofício exige dedicação e propicia o apuramento e desenvolvimento gradual de faculdades pessoais e intelectuais, tais como a expressão, precisão, minuciosidade, observação, o conhecimento, a percepção do meio que nos rodeia e a forma alternativa de nos identificar com este.

Por estes motivos, o culto didáctico e pedagógico no ensino do mesmo é fundamental, desempenhando as escolas e respectivos docentes um papel primordial na sua aplicação prática.

Terminar-se-ia citando a Directora de Museus da Ucad (Union Centrale des Arts Décoratifs), Sra. Béatrice Salmon:

“Jóia, em português, francês, inglês ou italiano, vem do latim gaudium, que significa alegria, mais largamente o gozo. Mas, por analogia, jóia também é o termo que simboliza a perfeição, a excelência. Efectivamente, símbolo do poder ou do sentimento, e expressão dos “savoir-faire” mais diversos e exigentes, meio de um comércio de luxo, a jóia é uma perfeita manifestação das artes decorativas”.