Desporto

Meia Maratona Manuela Machado em Viana do Castelo

Relato do nosso atleta Rui Felgueiras

Dizem-me que quem corre, acha que corre mesmo sem treinar... grande mentira. Acabei a maratona com um sorriso nos lábios, sem dores, mas por uma ou outra razão, comecei a correr menos, e menos, e menos... com treinos menores. Qualquer par de km parecia-me muito, parecia-me longe...

Sim, fui culpado de me deixar arrastar para esta inércia, preguiça ou incapacidade que espero ser momentânea de gerir tudo o que tem uma vida normal. Mas que raio tem isto a ver com a Meia de Viana?

Tudo, acordei sem vontade, não tomei o pequeno-almoço porque ia para um treino mais longo e de repente arranco com a malta a pensar que sou um corredor que treinou a regularidade, a velocidade, o endurance, etc. Encontrar alguns colegas do Clube, as selfies, os sorrisos de quem anda por gosto. Arranco e de facto para quê treinar amigos?

As pernas leves e soltas, os primeiros km muito rápidos e de repente Viana tinha subidas, caramba, e subiam bem; mas se há subidas também costuma haver descidas, certo? Certo. Era giro o ambiente que nos rodeava ao longo dos km, as vozes espanholas de quem connosco corria com sorrisos estampados, as pessoas que se colocavam ao lado da estrada a puxar por nós... As pernas até aos 10 km aguentaram tudo.

Entrámos no retorno e comecei a ver algumas pessoas do Clube... aos 15, o meu sorriso começava a desaparecer, e dos 16 para a frente os meus km foram um suplício. Os músculos endureceram, comecei a ver-me a aproximar dos 5 minutos por km, de cerrar os dentes, de ver as caras cerradas, de me sentir pior do que quando fiz a maratona... ai esqueci o importante, treinar, treinar, treinar. Pois esqueci-me de treinar!

Cheguei ao fim com um tempo líquido perto das 1:37:00, mas sofri bastante. Foi a minha primeira prova no escalão dos 50 anos mas isso não melhorou os meus resultados mesmo do escalão. Agora que a prova está feita e que vos escrevo no dia seguinte, doem-me músculos que nem sabia existirem, mas já voltei a sorrir. Uma prova que gostei pelo ambiente e pelo gosto de subir também. Agora é treinar mais neste ano para que na próxima meia de Viana esteja melhor.

Um abraço a todos os corredores, mas em especial aos presentes do Clube Millennium bcp que mantêm um espírito de luta e de entrega.

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Publicado em 21/01/2020