Paulo Fonseca e Miguel Talhão com sortes diferentes, em prova bastante exigente, nos dias 29 de fevereiro e 1 de março...
Relato de Paulo Fonseca
No dia 29 de fevereiro, depois de alguns dias de sol primaveril, chegou o fim de semana do Geotour com aviso de chuva e mau tempo. Neste dia, o São Pedro poupou-nos, e apesar de sentirmos uma acentuada baixa da temperatura, fomos poupados à chuva.
A prova iniciou-se com cerca de 5 km de ritmo controlado e assim que o carro saiu da frente da corrida, o ritmo acelerou fortemente. Consegui aguentar o ritmo até ao início da 1.ª subida, altura em que procurei encontrar o meu ritmo, que me permitisse não quebrar no que faltava da jornada (e não era pouco). Procurei aproveitar ao máximo os trilhos e as paisagens magníficas, num percurso duro e técnico, com subidas longas e inclinadas e descidas de cortar a respiração.
Deste primeiro dia retenho a mítica passagem pelo Cabeço do Pião, com aquela paisagem lindíssima, a travessia da Barragem de Santa Luzia, absolutamente imponente, e a aproximação à Pampilhosa da Serra feita a alta velocidade, isto entre muitos outros registos icónicos. Na Aldeia do Cabril, lá estavam as famosas filhoses e bolas de Berlim às quais não era possível resistir.
No final tínhamos massagens e um reforço alimentar para ajudar desde logo à recuperação para o dia seguinte...
Relato de Miguel Talhão
Chegou o fim de semana do Geotour, uma prova que tinha tentado fazer há 3 anos mas que devido a uma virose que iniciou a meio dessa semana, arranquei e ao fim de 40 km tive de ser assistido pelos médicos. Portanto este ano havia uma desforra!
A prova é exigente fisicamente pois os dois dias (29 de fevereiro e 1 de março) avizinhavam-se com cerca de 5 horas a pedalar (cada um) dada a quilometragem das etapas, cerca de 85 km cada, e a altimetria sempre acima dos 2000D+. Assim, neste inverno, tive de treinar bem para vir para esta prova com o objetivo de estar no top 10 do escalão elite (até aos 40 anos).
Depois de no mês passado ter corrido tudo bem na prova Race Nature, que serviu de algum modo de preparação para esta prova e dos trilhos até estarem com pouca água e pouca lama, eis que num mês de fevereiro, onde quase nada choveu, seria precisamente neste fim de semana que o São Pedro decidia começar a dar o ar da sua graça e contemplar-nos com chuva! Assim lá fomos nós no sábado de madrugada em direção ao Fundão...
Aceda aqui aos artigos na íntegra dos nossos dois atletas.
Publicado em 11/03/2020