Desporto

2 Associados do Clube percorrem Porto -> Sintra/Lisboa em bicicleta

Relatos dos Associados Paulo Fonseca e Manuel Rodrigues

Paulo Fonseca - Porto > Sintra
325 km, 2.500 d+, média 32,3 km/h, 10 horas a pedalar e 6.000 calorias "out"

Tudo começou com um telefonema que fiz ao meu amigo Manel Rodrigues:

Eu: - Manel, tens alguma coisa para fazer no próximo fim de semana?
Manel: - Tenho, mas não é importante, posso desmarcar!

Aí fomos nós, eu e o Manel, juntar-nos ao amigo Jorge Nemésio Rodrigues e companheiros e lançámo-nos à aventura. Sim, aventura, porque fazer uma distância destas é sempre e para qualquer um, uma grande aventura!

Logística alinhavada e aí fomos nós rumo ao Porto, no sábado à tarde (27 de junho), para nos juntarmos aos restantes companheiros vindos de várias zonas do país. Antes do nascer do sol comparecemos junto à Sé do Porto como combinado para rumar a Sul. Éramos 19 elementos à partida, 2 em representação do Clube Millennium bcp e pelo caminho ainda se juntou o Miguel Talhão num troço do percurso para dar uma ajudinha a puxar o "comboio".

Agora podemos afirmar que correu tudo bem, mas cheguei a temer ter que desistir; "raios parta" o DI2 que mais uma vez me fez andar a "estragar" força uns tantos quilómetros. Agradeço ao companheiro Mickael e à sua esposa que me ajudaram a voltar a ter mudanças a partir do km 180. O Manel também teve alguns problemas com a roda dianteira, mas tudo se resolveu.

Foi um dia muito bem passado - 5 estrelas -, com um bom convívio a pedalar. Foi mais uma aventura para mais tarde contar aos netos! Boas pedaladas.

Manuel Rodrigues - Porto > Lisboa
320 km, 2.244 d+, média 31.3 km/h, 10 horas e 13 minutos a pedalar

Quem me conhece, sabe que os meus desafios são pensados com antecedência de modo a que nada falhe, no entanto, desta vez, e considerando que ultimamente os desafios têm sido muito poucos, quando o Paulo me ligou a menos de uma semana do Porto-Sintra, confesso que fiquei logo "em pulgas" e assim, ao final da tarde, confirmei que lhe fazia companhia neste desafio de fazer mais de 300 km de bicicleta.

Assim, no sábado, lá fomos para o Porto onde esperava encontrar mais 7 ou 8 "malucos" para nos acompanhar na viagem, mas afinal acabaram por ser 19 a comparecer no domingo. O facto de sermos muitos deixou-me um pouco apreensivo, primeiro porque um pelotão tão grande poderia causar complicações na estrada e por outro a situação da pandemia que atravessamos, que podia deixar uma imagem de algum desrespeito pelas regras em vigor.

No entanto, tudo acabou por correr muito bem, já que todos os envolvidos tiveram uma postura corretíssima, quer nas paragens, onde cumprimos sempre com as recomendações da DGS, quer na estrada, onde o grupo seguiu sempre bem alinhado e facilitando o trânsito, chegando mesmo em algumas situações a encostar na berma para deixar fluir o trânsito.

Os Associados do Clube acabaram por ser os mais azarados desta jornada, já que apenas eu e o Paulo fomos as únicas vítimas de avarias ao longo do percurso. Cerca do km 40, aquando da paragem num sinal vermelho, constatei que a minha roda da frente tinha 6 raios completamente soltos. Como não tínhamos qualquer apoio, foi necessário reparar a roda e ao fim de 10 minutos lá seguimos viagem rumo a Lisboa. Quase de seguida começaram os problemas do Paulo com a bateria, deixando a bicicleta sem mudanças. Isto de mudanças elétricas é muito bom, mas quando acaba carga da bateria é uma carga de trabalhos e no caso de dor de pernas, já que as mudanças ficaram no andamento mais pesado. Esta avaria obrigou o Paulo a ir até à Marinha Grande sem mudanças. Só aí se conseguiu arranjar um carregador que acabaria por solucionar parte do problema.

Daí até Torres Vedras a viagem decorreu sem problemas e sempre em bom ritmo, de tal forma que acabaríamos por perder alguns elementos cujas pernas já não conseguiam aguentar o andamento na casa dos 35 km/h e decidiram seguir num ritmo mais calmo até ao final. Em Torres Vedras, segui para Lisboa com mais 2 companheiros de viagem, tendo o Paulo seguido até Sintra. Esta parte do percurso foi a mais difícil para mim, tendo em conta que as pernas já tinham 270 km e eu conhecia bem as subidas que íamos ter pela frente até à Malveira. No entanto, mesmo bastante desgastado e tendo passado a 500 metros de casa, não desisti da ideia de seguir até Lisboa, onde cheguei pouco depois das 18 horas, superando mais um grande desafio com média superior a 31 km/h.

Numa das muitas conversas com o Paulo ao longo do percurso, abordámos o tema de fazer a Estrada Nacional 2 de bicicleta como o próximo desafio a fazer de bicicleta. Por incrível que pareça, tanto ele como eu achámos que só seria desafio a sério se o fizéssemos em 2 dias. Assim já estamos a preparar a realização da Estrada Nacional 2 em 2 etapas: a primeira de Chaves a Abrantes e a segunda de Abrantes a Faro. Boas aventuras!

Publicado em 09/07/2020