Desporto

Caminhámos por Terras do Endovélico no dia 10 de março!

Alandroal foi a localidade escolhida para mais uma iniciativa da Secção de Caminhadas junto dos nossos Associados

A véspera foi de invernia, e as previsões que via-mos, ouvia-mos e lia-mos, nos meios de comunicação, eram de assustar qualquer amante da caminhada menos persistente. Que todo o dia estaríamos sob o domínio dos Deuses Poseidon e Zeus (e não do Endovélico) era o que se ouvia, e lia. Mas olhando, detalhadamente, a página do IPMA, e na esperança que São Pedro estivesse do nosso lado, arriscámos a ida.

Acolheu-nos, à chegada ao Alandroal, a Dra. Conceição Roque, Arqueóloga de profissão, e de paixão, que nos informou que a Ribeira de Lucefécit estaria com um caudal demasiado elevado para arriscarmos a caminhada. Assim, optámos por um passeio, tipo visita, por Terena.

Fomos ao castelo, ouvimos detalhes sobre o mesmo, e, dali, demos um salto à ermida da Sra. da Boa Nova. É uma ermida muito interessante, com a particularidade de no seu interior existir uma lápide, dum voto ao Deus Endovélico, que utilizaram para a sua construção. Pena foi vermos como o chão estava coberto de água que havia entrado pelo telhado. Tivemos vontade de subir, e reparar as telhas, mas não tínhamos escada, por isso a impossibilidade de procedermos a essa tarefa.

Seguiu-se o almoço e, para local do mesmo, havíamos pedido ao nosso colaborador Pedro Balsante que nos indicasse um restaurante cliente do Millennium bcp. Indicou-nos o Recanto do Fado. O responsável do mesmo acolheu-nos como "gente da casa" e, para além da refeição que havíamos acordado, acompanhou a mesma com alguns instantes musicais, a que alguns sócios aderiram.

Cumprida a tarefa do almoço, e porque afinal a manhã tinha dado pouca chuva, decidimos ir até à Rocha da Mina, sítio onde era para termos caminhado durante a manhã. A ribeira ainda levava um caudal com algum volume, mas nada que nos impedisse de acedermos à ponte para a cruzarmos. Chegámos a um rochedo, que subimos, quase todos, pois não era fácil, e a nossa guia explicou-nos que teria sido sobre aquele penhasco que supostamente, outrora, havia sido erguido um altar ao Deus Endovélico.

As escavações arqueológicas efetuadas na zona mostram que existiu, na base do penhasco, um povoado muito antigo, e daí esta suposição. Não pudemos ficar muitos minutos, e retomámos o caminho que nos levou ao ponto de partida, pois o relógio dizia-nos que eram horas de regresso. No Alandroal ainda fomos à tenda onde decorria o Festival de Peixe do Rio. Comprámos alguns produtos, que ali vendiam, e despedimo-nos da nossa guia.

Queremos deixar o nosso agradecimento à Câmara Municipal do Alandroal por nos ter facultado uma pessoa para nos acompanhar. Um obrigado, muito grande, à Dra. Conceição Roque pela sua grande simpatia, e cuidado, que teve para que tudo corresse o melhor possível. Também ao restaurante Recanto do Fado pelo ambiente amigável com que nos serviram. E, já agora, a São Pedro, que só mandou a chuva (que muita falta, ainda faz), digna de registo, às seis da tarde, quando estávamos prestes a ir para o autocarro.

Veja aqui mais fotos desta caminhada.

Publicado em 14/03/2018