Desporto

Fim de Ano em Lisboa a caminhar!

Desafiámos os Associados que ficaram por casa, no final do ano, a participarem numa caminhada em ritmo de passeio e de convívio pela capital

Sábado, dia 29 de dezembro, saímos do Marquês de Pombal com o propósito de andar, olhar e falar.

Indo pela Duque de Loulé, descemos as escadinhas que nos fizeram passar defronte do Convento de Santa Joana e, metros adiante, olhámos o Palácio dos Condes de Redondo tendo, na ocasião, lembrado o regresso de Dona Catarina de Bragança quando, ficando viúva, por morte de seu marido Carlos II de Inglaterra, regressou a Portugal, uma vez que era uma rainha mal amada dos ingleses, porque era estrangeira e católica. Foi para este palácio que ela foi viver nos primeiros tempos do seu retorno.

Tomámos a Rua da Sociedade Farmacêutica e aqui falou-se de Hannah Arendt, a conhecida filósofa judia que quando da sua fuga da Alemanha residiu no número seis daquela artéria antes de seguir para os Estados Unidos.

O Hospital dos Capuchos foi lembrado pela excelência do museu que ali existe alusivo às doenças da pele e venéreas. Ao lado fica o Palácio das Açafatas que lembrámos. Virando a esquina passámos junto ao Palácio Valmor, onde funcionou a Faculdade de Direito e é agora uma conhecida embaixada.

Falou-se de Gomes Freire de Andrade, morto por enforcamento junto ao Forte de São Julião, e dos seus cúmplices que foram mortos ali perto do sítio que percorríamos, por suposta tentativa de derrube do governo de Beresford.

"Espreitámos" a área envolvente do palacete onde decorreram algumas filmagens da "Casa dos Espíritos" com a atriz Meryl Streep tendo por base a obra literária de Isabel Allende. E, após uma vista de olhos pelo Jardim do Torel, acelerámos um pouco o andamento passando pelas vielas da colina de Santana, junto ao Convento da Encarnação, até chegarmos ao Rossio.

Do Rossio fomos para o Bairro Alto onde, ao passarmos no Calhariz, lembrámos que ali existiam, e ainda existem, os palácios Valada-Azambuja, do Calhariz, do Sobral e um pouco mais adiante o palácio hoje conhecido pelo Correio Velho mas que na verdade é o Palácio Marim-Olhão. Continuando, passámos a Rua de São Bento onde evocámos a memória de Dona Luísa Clara de Portugal, cujo palácio era no número dois daquela artéria.

Como o tempo estava convidativo para caminhar tomou-se o sentido da Madragoa e, chegados às Janelas Verdes, lembrámos Eça de Queiroz e os Maias, pois supostamente seria naquele local que se situava o Palácio do Ramalhete, de que uma unidade hoteleira tomou o nome sendo hoje muito famosa por ali residir a chamada "rainha da pop". Houve quem quisesse recordar esse momento como podemos ver numa das fotos no link abaixo.

Ao passarmos na Rua de São Domingos lá estavam, ainda bem presentes, os vestígios do acidente que ali ocorreu com um elétrico há pouco tempo. Andámos pela Lapa até chegarmos à Estrela e dali até ao Marquês de Pombal donde havíamos saído.

E com três horas de caminhada percorremos uma vasta área da cidade aliando a caminhada à história de Lisboa.

Aceda aqui a mais fotos desta caminhada.

Publicado em 03/01/2019