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Duatlo do Jumbo


Confira a notícia da Associada e Atleta Susana Feliciano


Realizou-se no pretérito 9 de setembro mais uma edição do Duatlo do Jumbo, prova cujo palco é a nossa pista de Fórmula 1 no Estoril.

Não sei o que move cada um de vós quando entramos nestes desafios. Quem está de fora apelida-nos de malucos mas a verdade é que pura e simplesmente "há coisas que não se explicam".

Independentemente dos quilómetros de estrada e do currículo de cada um, sabemos que vamos sofrer sempre que enfrentamos um novo desafio. O facto é que passar a meta, chegar ao fim, dá um gozo do caraças... e eu, graças a Deus, já sei o que isso é. Nunca fiz grandes provas, mas as que fiz, passei a meta. E naqueles momentos senti-me sempre, sempre, sempre Feliz.

O que me move a mim? Manter-me ativa, atingir os objetivos a que me proponho, praticar exercício físico. De facto ir ao ginásio é algo que me dá gozo, transpirar idem. Fazer aulas de estúdio, correr, "spinar"... o que seja... o que quero é manter-me ativa. E com uma cara metade a incentivar-me acaba por ser mais fácil.

Nunca fiz um duatlo e confesso que achei que a partir de sábado passado, passaria a incluir mais esse meu objetivo na lista dos "concretizados". Aumentei os treinos durante a semana. Corri nas férias qualquer coisita. Pedalei um pouco com um dos meus filhos. Não foi o suficiente.

Estraguei tudo quando na véspera da prova fiz uma aula de 30 minutos de TRX. E ainda que o atleta lá de casa me tivesse alertado, pensei que qualquer coisa tinha que fazer. Como estava de regresso das férias e alguns músculos também tinham igualmente entrado de férias, dei conta das pernas com o TRX e quando comecei a correr na prova, as pernas doíam-me imenso e parecia que tinham meia dúzia de quilos a mais.

Quando me sentei na bicicleta e me deparei com a primeira subida percebi que não ia conseguir. Tinha lá os meus filhos a torcer por mim. Tinha o meu irmão, a quem coloquei este desafio e com quem apostei vencer. Tinha o Raposo a "picar-me" o miolo. Mas faltou a força...

Já na transição parecia tontinha. Assim que pus o capacete sentei-me na bicicleta. O meu filho, que estava a escassos metros, bem gritava "mãe não te podes sentar já", mas eu já estava completamente baralhada. Nem ouvia. Pedalei a primeira volta numa luta desenfreada com as mudanças, ora estavam muito leves, ora estavam muito pesadas e o fôlego começava a ser mais escasso. Percebi que não ia conseguir e desisti.

Era a única menina do Clube nessa prova e queria muito chegar ao fim mas não deu. No instante, só me apetecia "dedicar à pesca", sem desprimor algum por quem é apaixonado pela pesca.

Amanhã é outro dia, quiçá volto para o ano, pois tenho umas contas a ajustar com aquela pista de Fórmula 1.

Publicado em 20/09/2018